20121217

Em absoluta lucidez, brado para quem pára:

o sistema que tanto maltrata
só é trato
se continuarmos . . .
vend
ados

20121112

Homeopatia

Dor diluída.
Atenciosamente,
Nicotina.

20121003

Mantra

demais pra tudo...
por isso e ponto.
Não dê mais!

20121001

.abismo.

do alto do inimaginável salto
cada anseio era concreto,
dois corpos caíam
e nenhum sumia
su
b
ía
m!
encaravam o olhar felino
a cicatriz do indivíduo,
a reticência do infindo

.abrigo.

20120922

di-álcool-o

Não quero falar nada!
Apenas nos sentamos,
e tome cachaça.

20120917

Sinopse

Meu Eu
noctívago,
há dor-me seu.

20120915

A tudo laço

se certo ou nó.

20120907

dona flôr

e caímos direitinho,
na tristeza
dos trocados caminhos!

20120822

do abismo ao paraíso:

Pisca, pô!
Chegô?

'Aterrisso.

20120731

Prece de Praia

Agora,
viria aquele medo
que quase impediria
o ser tão feliz.
Aquela certa hora
quando por trás da calmaria
arrebentaria-se a tormenta
que por certo carrego.

Estou é feliz,
pois o próximo passo
além de calmo,
é crer acreditado
em um por vir alvo.

20120727

Laudo

Não é são externar a queda.
Imensa tortura,
desejar o que era.

20120726

Parahyba,

em carne,
levo-me bem
aos olhos dos outros.

Mas e o vulto,
que em meu oco
sustenta além do corpo,
a saudade?

20120401

Miro

Do sorriso abrigo,
um tiro.
Recordo-te amigo,
poesia não é livro.

{outono}

20120119

é simples,

ela é complicada.

20101129

Viro

Do lado que ouro enxerguei,
não mas ousaste de mim
zombar, por ser rei.

20101116

O olhar mormaço do outro é o modelar dos espinhos.

à Chico Bezerra, meu cacto.


Sinto saudade da ansiedade de Chico almejando o sol das 4 horas.
E arqueado prus 4 canto celeste
Bezerra derrete.

Mas, isso era nas antiga de sua vida
naquela, quando a raíz nunca birrava por água
porque tendo perna cumprida
num tem palma que infarta!

20101031

Pra'quele que monitora a flora deste bixo.

Enfim explico:
Escrevo para quem decifra
a vida exposta em cristal líquido.

20101025

Panorâmica

Violeta, garra, violência.
não olha pra baixo
que do vaso
desenvolve-se a crença

Pronto

Do alto vi esse homem desmedido e ritmado
de olhar baixo,
como quem procura centavos.
Imóvel e tenro,
ouvindo o mundo em fios e arranques de móveis.
Interno,
ao penetrar na derme das doloridas mortes.

Sua insistência é também esconderijo
do amarelo astro.
Sem quisto quando o aço
topa com a fria
carne cardíaca.

Impelido do olhar à espreita, sempre afastado, de lado,
contradireita.

Seu alvo era negro e bem desenhado
circular, desalmado.

Seu diálogo
era
cheio
de..
de pequenos titubeios.

Nas epifanias, tudo era de uma querida utopia.

E acreditava não ser mesmo daqui
ter vivido por alí, e até em si.

Mas de tudo que sei
seu elixir é o ir.
E quem sabe ao voltar,
seu semblante não mais diz:

- Nauseado existir!

*pranto

20101023

Benflogim [rastro dos astros]

Bem, tua flor dá gosto ao gim, então, não o acho desnecessário.