20120731

Prece de Praia

Agora,
viria aquele medo
que quase impediria
o ser tão feliz.
Aquela certa hora
quando por trás da calmaria
arrebentaria-se a tormenta
que por certo carrego.

Estou é feliz,
pois o próximo passo
além de calmo,
é crer acreditado
em um por vir alvo.

20120727

Laudo

Não é são externar a queda.
Imensa tortura,
desejar o que era.

20120726

Parahyba,

em carne,
levo-me bem
aos olhos dos outros.

Mas e o vulto,
que em meu oco
sustenta além do corpo,
a saudade?

20120401

Miro

Do sorriso abrigo,
um tiro.
Recordo-te amigo,
poesia não é livro.

{outono}

20120119

é simples,

ela é complicada.

20101129

Viro

Do lado que ouro enxerguei,
não mas ousaste de mim
zombar, por ser rei.

20101116

O olhar mormaço do outro é o modelar dos espinhos.

à Chico Bezerra, meu cacto.


Sinto saudade da ansiedade de Chico almejando o sol das 4 horas.
E arqueado prus 4 canto celeste
Bezerra derrete.

Mas, isso era nas antiga de sua vida
naquela, quando a raíz nunca birrava por água
porque tendo perna cumprida
num tem palma que infarta!

20101031

Pra'quele que monitora a flora deste bixo.

Enfim explico:
Escrevo para quem decifra
a vida exposta em cristal líquido.

20101025

Panorâmica

Violeta, garra, violência.
não olha pra baixo
que do vaso
desenvolve-se a crença

Pronto

Do alto vi esse homem desmedido e ritmado
de olhar baixo,
como quem procura centavos.
Imóvel e tenro,
ouvindo o mundo em fios e arranques de móveis.
Interno,
ao penetrar na derme das doloridas mortes.

Sua insistência é também esconderijo
do amarelo astro.
Sem quisto quando o aço
topa com a fria
carne cardíaca.

Impelido do olhar à espreita, sempre afastado, de lado,
contradireita.

Seu alvo era negro e bem desenhado
circular, desalmado.

Seu diálogo
era
cheio
de..
de pequenos titubeios.

Nas epifanias, tudo era de uma querida utopia.

E acreditava não ser mesmo daqui
ter vivido por alí, e até em si.

Mas de tudo que sei
seu elixir é o ir.
E quem sabe ao voltar,
seu semblante não mais diz:

- Nauseado existir!

*pranto

20101023

Benflogim [rastro dos astros]

Bem, tua flor dá gosto ao gim, então, não o acho desnecessário.

20101007

Fruto de um corrosivo desequilíbrio.

Andarilho de alma fera,
cercas em imediato tua terra,
que a guerra come ópio!

Pois o conflito, se deres sorte,
não só almeja a morte,
como também a fome e o ódio.

E no desespero, que ainda em ti arde,
a força que te move,
é mandíbula que dilacera carne.

Passagem

Sou de parte meio
em vista cheia.
Galgo em esperança constante,
que quando casulo
floreio o antes

~



-'- Apenas passado, passado em vista e advinhado em morte.

20100925

No direito, em frente ao meu.

Olha pro lado, olha pro outro.
-Vai, senta...
(Não importa quantas cabeças há,
o psicológico da posse determina a falta da falta.)
E desenvolve-se o tratamento, sem sequer refletir.
Alimenta-se,
(se alimenta a fila cresce...)
Caminham com rumo.

- Silêncio e murmurinhos se trocam. -

Derrubada a parte que fecha,
9 espectros entram e pousam-se nos cantos.
Nem sequer falas há. Apenas ânsia.
Observam e almejam a constatação.

10.
e agora 11 e 12.
Joga-se então a barricada,
e a mínima sala
prende e solta

GARGALHA.. AH.. AH.. DAS

- E a vista inflama-se como fogo. -

É tudo o que vi, escutei, senti e entreguei.

20100924

Eleva quando há dor.

Olhar trancado em malhas roxas
na variedade dos andares.
Sem o timbre das vozes roucas,
herdadas d'outras tardes..

Peca, atravessa.
Corre em razão direta,
argumenta, acalenta,
recicla o que resta.

Insiste quando o transe balbucia no interior inteiro
do escarlate batom vermelho.



- do décimo pro sexto.

20100923

no íntimo renascido

Atirando caminho,
desviei rajada.
Em sais,
purific'alma.



Domínio de espírito volátil,
estrutura de miraculosa vida tátil!

20100922

bíblia viceral;

E.. ntão, assusta-me essa virameia de inteira voltamundo.

- vulto insoluto, vagabundo.

20100910

dor amarga, dor sanguínea.

os poetas mentem
e poetizam poesias.

20100907

Ré (em) Percussão

Freio fraco
arrastado chiado
das roldanas arranhadas
De melodia máscarada
em torpor tonalizado
De um todo
de tolos.


Desen-gon-ça-do
o pesar dos que silenciam-se. si..si

20100906

Canela,

arranca do meu peito teu sereno
que o máximo que tenho
é segredo.

20100902

Ânimo

Hoje não falta
se não gente!
trago de mágua,
tu, ascendente.

20100831

Reme, seu Morar!


Eu e ela estávamos ali encostados na parede
Ela estava em silêncio, eu estava em silêncio
Eu sentia o corpo dela junto ao meu
Os dois seios, o ventre, as pernas
E os seus braços me envolviam
Eu pensei que ela deveria sentir o calor que eu estava sentindo
Nós dois estávamos imóveis encostados na parede
Eu não me recordo quanto tempo
Mas nós estávamos abraçados
E encostados ali há muito tempo
Eu não me recordava se eram horas, dias, meses
Nós dois esquecemos naquele momento que nós dois pretendíamos a
paz
Dentro da violência do mundo
E sem perceber a chegada da paz, nós dois estávamos alojados
dentro dela
E sem perceber a chegada da paz, nós dois estávamos alojados
dentro dela
E sem perceber a chegada da paz, nós dois estávamos alojados
dentro dela
Nós não saímos da parede e a paz nos encontrou subitamente
Não enviou nenhum sinal
E nós não procuramos a paz.

Eu e ela estávamos ali encostados na parede - Doces Bárbaros

20100823

Oh, insensatez, Poe!

A harpa da praia gelada
iluminou as índias de dança

juro, quem puder, alcança...

Quando
se

Ouve o urro das laterais
da frenética lembrança
que, há uns poucos, demais
e d'outros: Infância.

20100821

Vês:

A projeção da personalidade humana
arqueando a improbabilidade da certeza.

Pousado na próxima mesa,
o drink
nem trinca nem arranha.

Achas o Índico navegável?

20100814

Ida

A vida é jogo de liga
liga pra cá liga pra lá
atende.. -oi
Desliga. . -tá

20100813

Ventre

Todo louco é real.
Aqueles que já são sem serem
é porque delas já brotaram.

20100706

Adorno

Luz deita-se
vida trota
Verde espera
blefes
Nada a incomoda
tsc

Folhas que detrás
expoêm quedas.
Do outro, relva.
Mas...



Fauna doa-se em Flora.

20100705

exposto em notas;

acesso negado. Quando chegará o cartão?

Deste signo não o deixo em pausa,
Liberto-o

Iberno
e
Interno caminho à aceitação.



'faz parte do meu show'

20100703

''Sem temor! Sem temor!''

- Ah, assombrosos lemas centralizadores e capitalistas. Permeiam meu íntimo consolidado pela infância alva e ilusória. Saiam! Acusam-me de injúrias por não crer na suposta idealização do certo e vida. Usam-nos de forma rasteira e cruel com cânticos de manipulação do inconsciente inocente!! Maldita e infe...

- Calma, cumpáde. É só o hino da escolinha...

20100618

Moira-te

O caminho invita. Atente!

Unplugged 5,6.10,11

Há uma geneticidade no andar.
- Dei-me por favor, a lata iluminada.
Respiro com dificuldade.
Cansado o ar que rasteja por dentre..
Nem tudo o que parece foi.
- Cof..cof..coffe!

Há sons.
Teria em mente, com o escarlate, delinear. Mas, minhas gotas têm poderio atormentador.

'Um lamentozinho folk simpático:
- Oh me.

Ao passo, formulo o infinito.

20100603

5101

Noctívagos pousam seus corpos entre meio fios e placas. E com gestos, como se regessem sinfonias, sinalizam o desejo de pertencer à máquina, ou a apenas uma fração de suas jornadas. Concentram-se afim de seus movimentos se concretizarem. E livram-se então de suas coleções circulares, por vezes incompletas. Ao ultrapassarem, plenamente quitados, a barreira férrea, eles nem esforçam-se em mirar os olhos naquele que traçará onde seus definitivos desmaios se darão. Apenas têm a impressão de terem sido indagados e advertidos. Balbuciam alguns sons em resposta, rastejam e caem em seus tronos, macios e frios. Desligam-se. Primariamente enquanto as córneas ainda fixam-se na vertiginosa paisagem, a seguir desprendem-se de seus organismos etílicos. E por fim, caem em profunda negritude...


- PONTO FINAAAAL!!!